Florestas Nacionais e Estaduais

Série: Categoria UCs

As florestas nacionais e estaduais são unidades de conservação de uso sustentável que têm como objetivo o uso variado e sustentável dos recursos florestais, principalmente a pesquisa científica para melhor exploração da vegetação de espécies nativas do bioma.

O foco principal dentre as atividades permitidas nas florestas é o manejo e a extração sustentável de madeira e outros produtos florestais por empresas e comunidades que obtém concessão florestal dos governos responsáveis pelas UCs, e pagam por este uso. Essa prática tem como objetivo ajudar os órgãos competentes a gerirem seus patrimônios florestais e combater a grilagem de terras, evitar a exploração predatória e o uso da área para fins como pecuária e agricultura.

A primeira floresta nacional criada no país foi a do Araripe-Apodi, decretada em 1946, na fronteira entre os estados do Ceará e Pernambuco. A Flona engloba uma área de aproximadamente 40 mil hectares de Caatinga e protege uma das regiões mais ricas em biodiversidade do Nordeste.

Já a maior floresta nacional do Brasil é a Flona do Jamanxin, no Pará. Criada em 2006 com uma área de 1,3 milhão de hectares, a Flona corre risco de ter seu território reduzido em função de conflitos fundiários. Essa UC está situada na região da Terra do Meio, na entorno da rodovia BR-163, e é um importante escudo contra o desmatamento.

Vista aérea da Flona de Altamira, no estado do Pará. (Crédito: Alex Silveira/ WWF Canon)

 

No Pará também está situada a maior floresta estadual (flota) do país, a Flota do Paru, com 3,6 milhões de hectares. Criada em 2006, ela tem um grande potencial para uso florestal, uma vez que possui muitas espécies madeireiras e não madeireiras com grande valor comercial. A Flota do Paru também é a maior UC de uso sustentável nos trópicos e protege, entre diversas outras espécies da nossa fauna e flora, animais ameaçados de extinção como a onça-pintada, a sussuarana, o tatu-canastra e o tamanduá-bandeira.

O WWF-Brasil, juntamente com parceiros, realizou entre os anos de 2008 e 2009 uma série de expedições científicas à Floresta Nacional de Altamira uma unidade de conservação de 89.012 hectares no coração do Pará, Brasil. Essa parte da Amazônia ainda guarda segredos desconhecidos mesmo para os pesquisadores mais experientes. A expedição descobriu 11 espécies desprovidas de descrição científica no interior da floresta nacional: oito espécies de peixes, um gênero possivelmente novo de caranguejo e duas espécies de aves. Saiba mais sobre a expedição aqui

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Comentários

  1. Ademilson Gonçalves da Silva

    Ademilson Gonçalves da Silva em 09/10/2013 19:13 #

    PERCEBEMOS QUE HÁ POLÍTICAS VOLTADAS PRA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS, PROTEÇÃO DE MATAS CILIARES, RESERVA LEGAL DE PPPNs, RESERVAS BIOLÓGICAS, RESERVAS EXTRATIVISTAS, FLORESTAS NACIONAIS E ESTADUAIS... ENFIM, MAS O "BIOMA DA CAATINGA" É ESQUECIDO, É COMO SE NÃO TIVESSE ALGUMA IMPORTÂNCIA PRA NOSSA BIODIVERSIDADE... ATÉ QUANDO?








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